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Em Peruíbe, desde de o dia 03
de junho de 2002, mais de 8.000 (oito mil) crianças estão sendo
musicalizadas graças a Administração Municipal, que através da ação
efetiva de uma política de reconhecimento e valorização da arte e do ser
humano, implantou nas escolas do município o Projeto “Alfabetizando e
Musicalizando”, onde o aluno com idade entre 04 e 15 anos das escolas
municipais e estaduais, estão recebendo aulas de música. O Projeto é uma
parceria entre a Banda Municipal e o Departamento de Educação, com
recursos próprios do Município.
Os aprendizes são acompanhados
por uma equipe composta por 27 monitores, 02 coordenadores da banda, 01
coordenador do Departamento de Educação e 02 maestros.
O projeto visa, além de
musicalização dos alunos, a formação de um coral, uma Orquestra de Flautas
e uma Banda Rítmica em cada escola.
Embora a Música não ocupe o
mesmo patamar das disciplinas tradicionais, a tendência de ensina-la em
escolas não especializadas se revela cada vez mais forte. Sufocada durante
anos por um currículo tecnicista, a Música começa a ressurgir como parte
importante do programa pedagógico de boas instituições.
Entre as razões para o ensino
musical voltar a ocupar um espaço maior nas atividades escolares,
encontra-se uma demanda da própria sociedade, em que a música retorna
como aspecto fundamental da formação do indivíduo.
Antigamente, a educação
buscava formar crianças e jovens para um futuro já conhecido, mas hoje não
sabemos para que futuro preparamos as pessoas, daí a importância de
ampliarmos a “sensibilidade” dos alunos.
A implantação deste projeto é
muito mais do que tirar as crianças das ruas ou da ociosidade, é a
realização de um sonho e a certeza de que estamos formando futuras
gerações de pessoas mais sensíveis e equilibradas, pois, ao
proporcionarmos ás crianças e adolescentes oportunidades de desenvolverem
a criatividade, sensibilidade, autoconfiança, resgate da auto-estima,
entre outros, estamos colaborando para o desenvolvimento de um cidadão
mais participativo e consciente de sua responsabilidade social,
contribuindo significativamente no combate a violência, trabalhando o
efeito e não a causa, investindo na formação e não na recuperação. |